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RELAÇÃO ENTRE CONSUMO ALIMENTAR RESIDUAL E PARÂMETROS SEMINAIS E ULTRASSONOGRAFIA TESTICULAR DE TOUROS DA RAÇA NELORE

Autores
Marcelo Sant'Ana Borges

Resumo

O consumo alimentar residual (CAR) é um dos parâmetros de mensuração da
eficiência alimentar mais estudados, sendo importante para identificação de animais mais
eficientes (baixo CAR) e menos eficientes (alto CAR) levando-se em conta o ganho de peso e
o peso corporal. Estudos observaram que animais baixo CAR geram progênies que consomem
menor quantidade de matéria seca. Entretanto, diferentes estudos observaram relação negativa
do CAR com parâmetros reprodutivos de touros. Ainda assim, outros estudos não observaram
relação entre o CAR e parâmetros de interesse reprodutivo. Diante disso, objetivou-se com o
presente estudo avaliar as características de ecogenicidade do parênquima testicular e
parâmetros vasculares do plexo pampiniforme avaliadas por ultrassonografia (modo B e
doppler), os parâmetros de qualidade espermática e seminal, assim como congelabilidade
espermática de touros da raça Nelore classificados de acordo com CAR. Para o estudo foram
selecionados 27 touros jovens (21,82± 0,88 meses de idade), sendo 15 baixo CAR (-
0,592±0,09 kg de matéria seca/dia) e 12 alto CAR (0,792±0,10 kg de matéria seca/dia),
previamente classificados em teste de eficiência alimentar. Foram realizadas duas análises
ultrassonográficas do parênquima testicular e vascular no plexo pampiniforme de cada animal
e quatro colheitas de sêmen com auxílio de eletroejaculador. Uma amostra de sêmen foi
separada e acondicionada em 500μL de solução formol salina tamponada para análise de
morfologia espermática. Nas duas últimas colheitas o sêmen foi congelado, sendo que na
última o ejaculado foi dividido em duas alíquotas: a primeira foi congelada normalmente e a
segunda foi centrifugada para a separação do plasma seminal. Foram realizadas avaliações
computadorizadas da cinética espermática (CASA) com o sêmen in natura, após
descongelamento e após o teste de termorresistência rápido (TTR). Na ultrassonografia e
doppler animais mais eficientes (baixo CAR) apresentaram maiores valores no índice de
pulsatilidade e resistência vascular além de tendência a maiores valores para heterogenicidade
do parênquima testicular (0,625±0,032 vs. 0,508±0,032, 1,012±0,072 vs. 0,802±0,072,
12,9±0,96 vs. 10,2±0,96, respectivamente). Já os animais menos eficientes (alto CAR)
apresentaram tendência a maiores valores da velocidade do pico diastólico (5,19±0,50 vs.
6,54±0,50). Analisando o sêmen in natura, foi observado maior porcentagem de defeitos
menores para animais alto CAR (2,67±1,19 vs. 8,10±1,19). Entretanto, não foram observadas
diferenças entre animais mais e menos eficientes nos demais parâmetros seminais, tanto in
natura quanto descongelado e após TTR. Conclui-se que o CAR não influenciou na qualidade
seminal in natura, descongelado e após TTR, assim como nos parâmetros bioquímicos do
plasma seminal; entretanto, o CAR influenciou negativamente nos parâmetros vasculares do
plexo pampiniforme avaliados pela técnica doppler.

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