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17/12/2000

Pesquisador Cubano visita Instituto de Zootecnia

O pequisador cubano Giraldo Martín Martín, da Estação Experimental de Pasto e Forragem Índio Hatuey, do Ministério de Educação Superior, em Matanza, Cuba, esteve na segunda quinzena de dezembro no Instituto de Zootecnia (IZ) em Nova Odessa (SP) em intercâmbio cultural e tecnológico. Os pesquisadores do IZ Antônio João Lourenço e Eduardo Antônio da Cunha estiveram monitorando a visita de Giraldo Martín na sede do IZ em Nova Odessa e na Estação Experimental de Gália. Em palestra sobre os "Avanços da Pesquisa e Transferências de Tecnologias ao Produtor Rural - perspectivas futuras na Estação Experimental Índio Hatuey", o pesquisador enfocou a transferência de tecnologia de acordo com a demanda do produtor rural, além de abordar o uso das forrageiras na produção animal.

Giraldo disse que dirige os trabalhos de pesquisa desenvolvidos pela Unidade Experimental de Cuba iniciados a partir de uma demanda de necessidades detectadas junto aos produtores rurais regionais, existindo, assim, uma integração entre pesquisador, extensionistas e o homem do campo, experiência passada aos pesquisadores do Instituto em palestra. Além de explanar sobre seus trabalhos técnicos com forrageiras para alimentação animal, trocou experiências com os pesquiadores do IZ ao tomar conhecimento dos trabalhos de pesquisas da Instituição.

Com atuação na área de manejo agronômico de plantas forrageiras e produção animal, o pesquisador teve interesse em conhecer os trabalhos de pesquisa do IZ e criar um intercâmbio para fortalecer relacionamentos futuros com a Instituição. Há dois anos desenvolve pesquisas com a árvore amoreira para uso na alimentação de bovinos, ovinos e caprinos. Segundo ele os resultados ainda são preliminares, mas está otimista com o uso desse arbusto. "Em Costa Rica já se tem conhecimento do uso da amoreira para produção de leite de cabra, apresentando ótimos resultados", afirma.

Para ele as pesquisas com amoreira constitui um novo campo de desenvolvimento, com futuros resultados econômicos junto ao produtor. "O potencial produtivo da amoreira e a energia que oferece ao animal é bem grande", destaca. O pesquisador pretende manter esse intercâmbio com o IZ para buscar subsídios e poder fazer, dentro da Lei, a troca de material genético brasileiro para novos estudos experimentais na Estação de Cuba.

Em visita a Estação Experimental de Zootecnia de Gália o pesquisador de Cuba pode conhecer o Banco de Germoplasma de amoreiras hoje com 88 acessos cadastrados no CENARGEN (Centro Nacional de Recursos Genéticos). " Estou admirado com a dimensão do Banco de Germoplasma da Estação de Gália e com a infraestrutura de toda a Instituição, em Cuba temos apenas quatro amostras", salienta Martín. Ele citou que os países Colombia, Costa Rica e Cuba já estão usando a amoreira.

O IZ está com nove subprojetos em andamento sobre amoreira, entre eles o Sistema Intensivo de Utilização da Amoreira como Forrageira em áreas de agricultura familiar. Para obtenção de produtividade e competitividade de seus produtos, os pequenos e médios agropecuaristas necessitam modernizar o sistema de produção e racionalizar o uso da terra. Com a implantação de novas tecnologias de aplicação prática, pode-se esperar uma contribuição significativa para o desenvolvimento da agricultura familiar, em todos os seus aspectos.

O projeto tem por objetivo desenvolver um sistema de produção intensivo da amoreira, desenvolver estudos que permitam racionalizar a ocupação da área, otimizar a produção, diminuir os custos, viabilizar novas técnicas, elevar o potencial de produção (amoreira e bicho-da-seda) e avaliar técnicas de conservação de forragem ( feno e silagem da amoreira). Estão envolvidos no projeto desse sistema de produção a pesquisadora responsável Fumiko Okamoto e a equipe de pesquisadores Antonio José Porto, Eduardo Antonio da Cunha, Luiz Eduardo dos Santos, Marildes Josefina Lemos Neto, Mauro Sartori Bueno.

O Diretor Geral do Instituto de Zootecnia, Gilberto Bufarah, também aprovou um novo projeto de pesquisa - "Uso de amoreira para pastejo de bovinos". O trabalho em parceria com a FAO está sob a coodenação do pesquisador Antônio João Lourenço e da equipe de trabalho formada pelos pesquisadores do IZ Antônio Padua Deodato, Tereza Colozza e o pesquisador da FAO Manoel Sanchez. A pesquisa visa atender aos pequenos e médios produtores da pecuária de corte, usando de uma planta de alto valor protéico, e que até os últimos tempos era direcionada para alimentação de bicho-da-seda.


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