Caracterização de perfilhos em relação à planta daninha no pasto de capim-braquiária

  • Rafael Mendonça de Carvalho Universidade Federal de Uberlândia, Uberlândia, MG
  • Roberson Machado Pimentel Universidade Federal de Viçosa, Viçosa, MG
  • Dilermando Miranda da Fonseca Universidade Federal de Viçosa, Viçosa, MG
  • Manoel Eduardo Rozalino Santos Universidade Federal de Uberlândia, Uberlândia, MG
Palavras-chave: Urochroa decumbens, composição morfológica, lotação contínua, peso de perfilho

Resumo

Objetivou-se avaliar os efeitos da planta daninha Solanum sisymbrifolium (joá-bravo) sobre o número e as características de perfilhos de Urochroa decumbens cv. Basilisk em pasto sob lotação contínua com bovinos. Foram avaliados dois locais do mesmo pasto, sendo um próximo, localizado a 0,5 m do caule principal da planta daninha, e outro distante, onde não havia ocorrência desta planta em 2,0 m de raio, por meio da quantificação do número, peso e morfologia dos perfilhos. O delineamento foi inteiramente ao acaso com três repetições. No local distante da planta daninha houve maior densidade populacional de perfilhos com desfolhação e sem o meristema apical. Os números de perfilhos basais e aéreos foram menores próximo da planta daninha. Este local também apresentou menores números de perfilhos vegetativos, reprodutivos, vivos, mortos e totais, quando comparado ao local distante da planta daninha. Os pesos de perfilhos vegetativos e reprodutivos foram maiores no local próximo do que no distante da planta daninha. Os perfilhos próximos da planta daninha apresentaram maiores comprimento do pseudocolmo e de lâmina foliar, superior número de folha viva e inferior número de folha pastejada em relação aos distantes. A ocorrência da planta S. sisymbrifolium ocasiona variabilidade espacial da vegetação no pasto de U. decumbens cv. Basilisk.

Publicado
29-06-2016
Como Citar
Carvalho, R., Pimentel, R., Fonseca, D., & Santos, M. (2016). Caracterização de perfilhos em relação à planta daninha no pasto de capim-braquiária. Boletim De Indústria Animal, 73(2), 103-110. https://doi.org/10.17523/bia.v73n2p103
Seção
FORRAGICULTURA E PASTAGENS